Não se divorcie. ORE.
As vezes a vida conjugal é muito difícil. Surgem atalhos, ideias mirabolantes, fantasias, e a gente se ilude pensando que a solução é seguir carreira solo.
Os índices de divórcio crescem ano a ano e o “fim” se dá cada vez mais cedo no relacionamento, a grande maioria dos divórcios se dá no período inferior a 10 anos, segundo o IBGE.
Vivemos em uma época que praticamente trata a família como descartável. Basta ligar a televisão, abrir um streaming ou observar os comerciais modernos: lares desfeitos são vendidos como libertação, separações como “recomeços necessários”, e crianças adaptadas a novos arranjos como se tudo fosse apenas uma fase leve da vida.
Tudo vira prioridade, estudos, trabalho, “carreira”, diversão, lazer, prazer, viagens… as pessoas passaram a negligenciar a escolha mais importante na vida de um ser humano: quem será o pai/mãe de seus filhos.
Desde os anos 80, a cultura Pop vêm normalizando o divórcio através de livros, novelas e filmes, como se fosse um marco de maturidade, um rito de passagem. A ruptura virou roteiro. A promessa quebrada virou empoderamento. O trauma infantil virou detalhe secundário diante da “felicidade individual”.
Mas existe uma verdade simples e ignorada: nenhuma família é perfeita… Exceto uma.
A única família perfeita da história foi a Sagrada Família, composta por José, Maria e Jesus.
Ali houve amor sem egoísmo. Obediência sem rebeldia. Sacrifício sem ressentimento. Cuidado até o fim.
José assumiu um Filho que não era biologicamente seu, mas o protegeu com coragem e silêncio. Maria suportou dor que nenhum coração humano suportaria, permanecendo fiel. E Jesus, mesmo sendo Deus, viveu submetido à autoridade de seus pais terrenos.
Eles fugiram para o Egito como exilados, atravessaram pobreza e medo e cumpriram sua missão. Se existe um modelo, é esse.
Todas as outras famílias — inclusive a sua e a minha — são compostas por pecadores. Pessoas falhas. Temperamentos difíceis. Orgulhos. Cansaços. Expectativas frustradas.
O mundo moderno oferece duas mentiras simultâneas:
A imagem da família perfeita dos comerciais.
A ilusão de que romper o vínculo mais importante resolverá o que é próprio da condição humana. O vazio que só é preenchido na presença de Deus.
A vida real é cheia de imperfeições. E muitas vezes é justamente o ato de suportar, perdoar e amadurecer junto que constrói estabilidade emocional e felicidade duradoura.
O que temos é um sistema que infantiliza adultos e desorienta crianças, uma verdadeira “fábrica de esquizofrênicos”. Famílias sólidas são fortalezas. Crianças criadas com pai e mãe presentes crescem com referências claras. Adultos emocionalmente estruturados não são facilmente moldáveis por narrativas ideológicas.
A família precede o Estado. Precede ideologias. Precede projetos políticos. Por isso é alvo.
Claro, existem situações realmente extremas — violência real, risco concreto — que não podem ser ignoradas. Mas a maioria das crises conjugais nasce do orgulho, da comparação constante, da expectativa irreal de felicidade permanente.
O mundo diz: “Você merece ser feliz agora.”
A fé diz: “Persevere, cresça, transforme-se.”
O mundo oferece fuga.
Deus oferece santificação.
A única família perfeita já existiu — e não foi construída sobre prazer imediato, mas sobre missão, fidelidade e entrega.
Queremos felicidade cinematográfica ou paz construída?
Queremos emoção constante ou estabilidade duradoura?
A resposta exige maturidade.
Antes de decidir romper, ore.
Antes de alimentar o ressentimento, ore.
Antes de assinar papéis, ajoelhe-se e ORE.
Peça ao Pai que conserte o que está quebrado, que purifique o que está confuso, que devolva a alegria ao seu lar, que te dê humildade para pedir perdão e coragem para perdoar.
Seguir o exemplo da Sagrada Família não significa viver sem dificuldades. Significa confiar em DEUS e amar até o fim. Cuidar até o fim. Permanecer até o fim.
Não se divorcie por impulso.
Não se divorcie por orgulho.
Não se divorcie porque o mundo aplaude rupturas.
Ore.
E construa algo verdadeiramente duradouro.



Mais um excelente texto. Só conheci a verdadeira liberdade, após me casar-me e me re-converter ao catolicismo. Hoje sou um homem muito mais feliz e me iniciando no BTC. Sou professor de história e sempre abominei o comunismo e a agenda woke. Penso que só deve se alimentar, aquele que trabalha e produz. Parabéns Ojeda. Que Deus o abençoe hoje e sempre.
ótimo texto que leva à reflexões que devemos fazer antes de tomar decisões precipitadas e acende uma esperança de que não está perdido. ObrigDO