A Tentativa de Sequestro do Bitcoin
O Bitcoin nasceu como um sistema sem permissão.
Sem dono.
Sem CEO.
Sem botão de desligar.
E é exatamente por isso que o sistema financeiro tradicional entrou em pânico.
Não porque o Bitcoin “é volátil”.
Não porque “não tem lastro”.
Mas porque ele não pede autorização.
Quando você entende isso, todo o resto fica óbvio.
O truque da falsa adoção
Os mesmos agentes que passaram décadas defendendo inflação, confisco elegante, intermediários “confiáveis”, custódia obrigatória e KYC em tudo que respira agora dizem ter descoberto o Bitcoin.
De repente, viraram fãs.
BlackRock.
ETFs.
Bancos.
Gestores.
Reguladores sorridentes.
O discurso é sempre o mesmo:
“Estamos trazendo o Bitcoin para o sistema.”
Tradução honesta:
estamos tentando trazer o sistema para dentro do Bitcoin.
ETF não é Bitcoin. É recibo.
ETF de Bitcoin não é autocustódia.
Não é soberania.
Não é liberdade monetária.
É um papel que promete exposição ao preço — desde que você não controle as chaves, aceite KYC, censura, bloqueio e confisco regulatório quando “necessário”.
Ou seja:
é exatamente o oposto do que o Bitcoin resolve.
O ETF não ameaça o sistema.
O Bitcoin em autocustódia, sim.
Por isso o carinho seletivo.
Custódia é o campo de batalha
Sempre foi.
Quem controla a custódia controla o fluxo, o acesso e o confisco.
A narrativa vem depois, só para justificar.
O sistema não quer destruir o Bitcoin.
Isso seria impossível.
Ele quer algo mais eficiente: domesticá-lo.
Transformar um protocolo soberano em mais um ativo empacotado, regulado, vigiado e dependente de intermediários.
Um Bitcoin que sobe, mas não liberta.
Que valoriza, mas não escapa.
Que existe… desde que não incomode.
O único sequestro possível
O protocolo continua intacto.
Imune.
Indiferente.
Quem pode ser capturado é o usuário. Que idealmente, não deve perceber a própria captura.
Quando você troca chave privada por conveniência, soberania por interface bonita e autocustódia por promessa regulada, a captura acontece — sem precisar tocar no protocolo.
Nada disso é inevitável.
Não é “o destino natural do Bitcoin”.
É uma disputa.
De um lado: protocolo aberto, autocustódia, responsabilidade individual, soberania real.
Do outro: ETFs, custodiantes, regulação e captura institucional.
Neutralidade não existe aqui.
Bitcoin não é preço. É poder.
Se você acha que o Bitcoin venceu porque subiu, mas aceita intermediários, censura e custódia alheia, então não entendeu a batalha.
O sistema não está adotando o Bitcoin.
Está tentando neutralizá-lo.
E a pergunta não é se o protocolo resiste.
Ele já resistiu.
A pergunta é se você vai resistir junto.
Bitcoin é um Estado econômico
Bitcoin salva do Estado — para quem sabe usar.
Não automaticamente.
Não é ETF.
Não é corretora.
Não é planilha.
É um sistema monetário com moeda própria, regras imutáveis e liquidação final.
Quem aprende a usá-lo corretamente já saiu do Estado — mesmo morando dentro dele.
O problema não é técnico.
É comportamental.
Jurisdição é atrito, não essência
Bitcoin resolve dinheiro.
Jurisdição define risco.
Enquanto a soberania não está completa, reduzir atrito jurídico é estratégia, não rendição.
Nenhuma lei cria soberania.
Nenhuma jurisdição substitui autocustódia.
Bitcoin dá independência.
O resto é gestão de fricção.
O motivo do pânico
O Estado sabe que não consegue competir com dinheiro que não infla, regras que não mudam e propriedade que não pede permissão.
Por isso corre.
Com ETF.
Com custódia “segura”.
Com medo.
O Bitcoin não precisa ser aceito.
Só precisa ser bem usado.
Quem entendeu isso não espera autorização.
Já saiu.

